Artur Laizo Escritor – Página: 23 – Pão de Canela e Prosa
Pão de Canela e Prosa

Autor - Artur Laizo Escritor

D. CLEUSA (conto em cinco capítulos)

Meus amigos, inicio hoje um conto de assassinato de uma velha benzedeira. Uma mulher a quem todos amavam, mas que foi encontrada morta na sala onde benzia e praticava o bem. Fora degolada! Quem poderia ter feito tamanha atrocidade? Fábio era uma pessoa que sempre ia à casa da velha se benzer, naquele dia ele afirma que saiu correndo do interior...

LEMBRANÇAS DO ORIENTE

Eu escrevi Lembranças do Oriente aos treze anos de idade. nessa época eu já lia durante as vinte e quatro horas do meu dia e escrevia e estudava e ainda fazia muitas outras coisas nas horas que me sobravam. Sempre fui assim mesmo. Escrever uma história com uma temática ao mesmo tempo romântica e fantasiosa, cheia de amor e magia, cheia que...

O VAMPIRO DOUGLAS

Então, gente, como eu prometi, vou contar o que aconteceu no meu encontro com o Douglas no campus da Universidade Federal de Juiz de Fora. Eu fui pra lá caminhar. O dia estava lindo, sol de um lado, lua do outro. Estava calor, mas nada insuportável – detesto calor, todo mundo sabe – e eu precisando fazer exercício aeróbico. Marquei com...

ANNE RICE

Por mais longa que seja nossa existência temos nossas lembranças – pontos no tempo que o próprio tempo não consegue apagar. O sofrimento pode deturpar meus vislumbres do passado, mas mesmo diante do sofrimento algumas lembranças se recusam a perder seja o que for de sua beleza ou de seu esplendor. Pelo contrário,elas permanecem...

MANUEL BANDEIRA

  Eu gosto de delicadeza. Seja nos gestos, nas palavras, nas ações, no jeito de olhar, no dia-a-dia e até no que não é dito com palavras, mas fica no ar…   Amizade é como flores, não podemos deixar de regá-las, mas também não podemos regá-las muito.   Duas vezes se morre: Primeiro na carne, depois no nome. Os nomes...

FÁCIL

  Pensei que fosse fácil Esquecer o seu abraço, Seu jeito meio sem graça Ao me olhar e beijar…   Pensei que fosse fácil Não ouvir mais sua voz, Não sentir mais suas mãos, Seu olhar tímido, Seu sorriso alegre e às vezes triste, E as coisas que me falava E só você sabia por quê…   Pensei que fosse fácil, A...

A FESTA DERRADEIRA

  Quando escrevi “A festa derradeira” eu estava eu um momento especial da minha vida e, como ele, não estava vendo luz no fundo do túnel. A frase do livro surgiu na minha cabeça em uma fila de banco e comecei a desenrolar a história do Wagner. Escrever um livro é sempre uma criação íntima. Um livro é um filho amado e...

QUERO MAIS

Eu queria poder agora escrever muito. Eu queria poder agora sentar n’algum lugar ensolarado, esquentar-me do frio que me dilacera e… sei lá o que! Não que me sinta deprimido, não que me sinta distante, não que me sinta mais só. Sei apenas que ando como devo saber, vivo como devo cantar e penso como não devia sonhar… A fumaça...