Artur Laizo Escritor – Página: 25 – Pão de Canela e Prosa
Pão de Canela e Prosa

Autor - Artur Laizo Escritor

SIGMUND FREUD

  Não posso imaginar que uma vida sem trabalho seja capaz de trazer qualquer espécie de conforto. A imaginação criadora e o trabalho para mim andam de mãos dadas; não retiro prazer de nenhuma outra coisa. A maioria das pessoas não quer realmente a liberdade, pois liberdade envolve responsabilidade, e a maioria das pessoas tem medo de...

VINHO

  Vinho (do grego antigo οἶνος, transl. oínos, através do latim vīnum, que tanto podem significar “vinho” como “videira”) é, genericamente, uma bebida alcoólica produzida por fermentação do sumo de uva. A fermentação das uvas é feita por vários tipos de leveduras que consomem os açúcares presentes...

DESENCANTO

  Não sei se me vale Apagar a luz e sonhar, Ou cobrir os olhos com as mãos E tentar buscar N’algum corpo sólido, insólito, irreal, inexistente talvez, O álibi pro meu desencanto! Não sei se me vale Ocultar o que sinto, Ocultar o que quero agora, O que me falta Pr’um descanso, pr’um consolo, pr’um...

SABER SORRIR

  Então, ele se instalara naquela cadeira pequena, pequena e desconfortável, e sorria para o nada. Nada presente em tudo e tudo tão somente nada, mas ele precisava sorrir. Não era seu aniversário, mas ele precisava sorrir. O elevador parou e, de repente, entrou um velho com uma bengala e ele sorriu, ao que o velho não sorriu a ninguém...

PERFEIÇÃO

  Aos dezesseis anos Eu acreditava Que poderia mudar o mundo Que eu tinha toda a razão Que eu era perfeito!   Aos vinte e poucos anos Eu acreditava Que poderia mudar as pessoas Que todas estavam erradas E eu era perfeito!   Aos trinta e poucos anos Eu acreditava Que o mundo e eu éramos iguais Que todos buscávamos algo. Ninguém...

OLAVO BILAC

  Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac foi um jornalista, contista, cronista e poeta brasileiro do período literário parnasiano, membro fundador da Academia Brasileira de Letras. Criou a cadeira 15 da instituição, cujo patrono é Gonçalves Dias   Há quem me julgue perdido, porque ando a ouvir estrelas. Só quem ama tem ouvido...

O TÚMULO DA MÃE

  Ele ia ao túmulo da mãe todos os dias. Ele chegava sozinho, sempre com um chapéu que cobria o topo da cabeça, mas que deixava os longos cabelos loiros soltos por baixo. Envolvia o pescoço com um cachecol xadrez bege com preto nos dias frios para não “pegar friagem na garganta”. Ele olhava o túmulo simples naquele cemitério onde...