CONTOS – Página: 3 – Pão de Canela e Prosa
Pão de Canela e Prosa

Categoria -CONTOS

Jão e sua famia – conto em minerês

Ceis nem magina que qu’ô vô contá. É uma história di ficá muito sustado. Conteceu lá na roça tem poucos dia.   El gostava de ‘cordá cedo. Naquele dia, inda nem o sol pareceu no céu e lá estava ele, sentado na porta di casa, picano o fumo de rolo na mão pra fazê um pito, era o mió pito do dia. Nem bem lavava a cara e já...

JARDEL

Jardel era pesquisador do laboratório de bioquímica da empresa e era muito dedicado. O rapaz de 36 anos era alto, esportista, com um corpo definido em horas de academia e dieta balanceada. Gostava de usar os cabelos cheios, porém não longos e os fios loiros contrastavam com sua pele bronzeada de sol. Seu trabalho era exaustivo e ele passava...

EU MATEI MINHA FILHA

_ Eu matei minha filha! O velho de barbas brancas gritava e todo o hospital psiquiátrico ouvia, apesar de estar confinado no seu quarto de isolamento e contido no leito. _ Eu matei minha filha! Eu matei minha filha! Sempre que sentia falta de casa ou da família ele começava a gritar e sempre e sempre chorava e pedia perdão a Deus por ter...

AS BRUXAS – TERCEIRO CAPÍTULO

Na mesa as velhas emanavam uma luz amarela que iluminava toda a casa. Continuavam cantando e falando coisas que JP não entendia muito bem. As velas tremiam com os gestos que as bruxas executavam para orar, para emitir alguma emoção mais forte. As taças foram repletas de vinho e água e Maria da Dores colocou as mãos por cima delas e as benzeu...

AS BRUXAS – SEGUNDO CAPÍTULO

Quem chegou primeiro foi Maria do Rosário. Trouxe uma cesta de pão de queijo que estava matando a todos de vontade de comer pelo cheiro maravilhoso que impregnava tudo. Sorriu para a amiga e deixou a cesta na cozinha. Veio para a sala e sentou-se no sofá. As duas não trocaram uma palavra. Fazia parte do ritual da meia noite elas não...

AS BRUXAS – PRIMEIRO CAPÍTULO

Naquela cidade pequena do interior, na última sexta-feira de cada mês, reuniam-se as cinco mulheres mais velhas do município para tomar um chá à meia noite. Sim! Um chá a meia noite! As famílias delas não se importavam com a reunião das velhas e como era uma cidade pequena, ninguém nunca vira ou ouvira dizer o que acontecia no chá da...

D. CLEUZA – QUINTO E ÚLTIMO CAPÍTULO

  _ Quem matou a Dona Cleusa? – perguntou Gilberto de repente causando impacto. _ Não sei – disse Magali assustada. _ O homem de preto – respondeu Fábio de olhos bem abertos. _ Eu não fui – quase balbuciou José Antônio. _ Nem eu – afirmou Sebastião. – Eu não faria uma coisa dessas _ Foi o homem de preto – voltou Fábio...

D. CLEUZA – QUARTO CAPÍTULO

IV Tenente Gilberto voltou ao local do crime no dia seguinte e examinou cada parte do cômodo detalhadamente. Sabia que ali estaria a resposta que ele precisava obter. Olhou o altar de D. Cleusa onde havia imagens de santos da igreja católica e imagens de entidades de umbanda, oferendas como colares e brincos, velas acesas e apagadas, sal, alguma...

D. CLEUZA – TERCEIRO CAPÍTULO

  III _ O relato é todo esse – disse Gilberto ao seu superior na delegacia. – O rapaz disse que ouviu o grito da filha da velha e entrou no quarto onde ela benzia os outros e viu a cena que o senhor tem em mãos nas fotos. _ Não houve mais nada de anormal que ele possa ter percebido? _ Senhor, ele disse que achou estranho a casa estar...

D. CLEUSA – SEGUNDO CAPÍTULO

II A moça não teve tempo pra pensar sobre o que fazer, mas ainda assim o acompanhou até a sala de estar da casa e lhe mostrou o telefone. Fábio ligou para a emergência policial e em poucas palavras relatou o que vira. Precisava que a polícia viesse o mais urgente possível. Precisava que alguém lhe dissesse que aquilo não era verdade. Sim...