CRÔNICAS – Página: 2 – Pão de Canela e Prosa
Pão de Canela e Prosa

Categoria -CRÔNICAS

O CASAL GAY NA FILA

Eu estava parado na porta de um estande grande na Horror Expo em São Paulo e vi que na fila ao lado um casal gay, enquanto esperava sua vez para entrar naquele outro espaço vizinho e levar alguns sustos, se abraçava e se beijava loucamente. Primeiramente, devo dizer que não acho necessária essa demonstração de carinho em público, seja ela...

DEPENDÊNCIA PELO OUTRO

Há pessoas que dependem extremamente de outra pessoa. Há aqueles que dependem financeiramente e isso é justificado quando a pessoa é incapaz- seja por pouca ou muita idade -, por doenças incapacitantes, por momentos passageiros, mas não se justifica sempre essa dependência de filhos adultos para com seus pais, de pessoas que têm...

EU SOU CHORÃO

Eu ainda consigo chorar no final de um livro. Nossa! E como choro com finais felizes ou tristes ou trágicos… A emoção faz parte da minha vida como uma das maiores coisas que eu carrego em mim. Sou extremamente chorão e gosto disso. Gosto de externar minhas emoções e, por isso mesmo, sou transparente. O que sinto não consigo esconder e rio...

LITERATURA DE HORROR NACIONAL

Literatura de horror no Brasil Na Feira de Livros de Juiz de Fora – FLIJUF – eu participei de uma mesa redonda sobre literatura de horror/terror brasileira. Dividi a mesa com mais dois escritores, Tiago Vieira e Michele Valle e fomos mediados pelo escritor JR Amorim. Eu comecei falando da inspiração para escrever horror e ainda disse...

O VAMPIRO MOR NA BIENAL DO RIO

Aqui estou eu: primeiro dia da XIX Bienal Internacional do Rio de Janeiro com as pernas reclamando por descanso e o corpo pedindo banho. Estou cansado e muito feliz de estar novamente envolto em tanta cultura, com tantos escritores dos quais sou fã e alguns que até me admiram um pouco. Achei que seria ruim vir para a Bienal e não ter nem mesmo...

OS ANOS TERMINADOS EM NOVE

Pode ser coincidência, ou talvez não, mas meus anos terminados em nove, todos que vivi nessa minha vida milenar, foram ruim. Uma situação de dor por uma perda qualquer, uma falência financeira, uma doença de alguém próximo, uma depressão profunda e insuportável, uma perda, uma perda… Todos os meus anos terminados em nove foram de...

TECO – O BOI VERDE – PARTE FINAL

Maurício, o neto de Geraldo, saiu da fazenda adolescente e foi estudar na cidade de Juiz de Fora. O rapaz com vinte e três anos fazia faculdade de administração e nunca mais pensou em voltar a viver na fazenda para tristeza da família toda. Vivia feliz e era um homem bonito, forte, com corpo musculoso de academia e muitas mulheres ao redor...

O BOI VERDE

Não me lembro mais quem criou o conto, mas lembro que contávamos sempre ele nas nossas rodas de conversa na faculdade há alguns anos. Era muito divertido e muita gente adorava. Enfim resolvi relatar “O caso do boi verde”. Era uma fazenda próspera com criação de gado e grande extensão de terra. O dono da fazenda, um gordo matuto por...

FEIRA LITERÁRIA DE RESENDE – RJ

Estou na 5 Feira Literária de Resende, no Estado do Rio de Janeiro. O local está lotado nesse momento de adolescentes bastante barulhentos, cheios de energia e hormônios. Já teve momentos de espaços vazios, como já tivemos momentos de “smurfs” – aquele bando de criancinhas de menos de quatro anos, ou beirando a tanto, todos...

EU, ARTUR LAIZO ESCRITOR

Eu aprendi datilografia em uma máquina de escrever Remington imensa para meus oito anos de idade e sonhava ser um escritor. Apesar da insistência da professora, eu escrevia muito rápido, usando três dedos de cada mão. Continuei escrevendo na minha máquina de escrever pessoal que deveria ter vinte e cinco centímetro de largura e vinte e...