POESIAS – Pão de Canela e Prosa
Pão de Canela e Prosa

Categoria -POESIAS

PRECISAMOS VIVER

Um suspiro profundo, Uma pausa na respiração, Medo! Medo! Estamos todos com medo! E o inimigo é invisível. Estamos lutando Contra o que não sabemos, Estamos fechando as portas, Trancando-nos em nossas casas, Deixando de abraçar quem amamos, Sofrendo sozinhos. Porque juntar pessoas Nos mata! Saudade! Eu quero abraçar meus amigos Eu quero...

ENCONTRO

No encontro dos corpos O amor, a dor, a excitação O desejo falando mais alto O cheiro, o gosto, o suor A noite convidando ao sexo A vida, a espera, a vontade As peles no contato mais íntimo A pele, os pelos, o carinho… Os corpos entrelaçados As pernas, os braços, os lábios O calor trocando de peito O peito, o ventre, o dorso Mais há...

LOUCURA DE SER ESCRITOR

A loucura bate à minha porta E eu preciso escrever. A angústia, a esperança, A insensatez e o sonho, O amor, talvez o ódio Saem pelos meus dedos. A loucura ronda minha mente E meus amigos convivem Com meus vampiros e bruxas, Com meus anjos e demônios, Com minhas fadas, magia e sobrenatural, Com tudo que crio e escrevo. A loucura está cada...

AMIGOS

Eu sou muito feliz Porque eu tenho amigos! Eu tenho amigo vampiro, Tenho amigo lobisomem, Amigo bruxo, amiga bruxa, Fada, quase fada, maga. Eu tenho amigo elfo, Amigo invisível. Eu tenho amigo hetero, gay, Amigo eu não sei. Tenho amigo tubarão, Amigo cachorrão, Eu tenho amigo gato, Tem amigo que é chato. Tenho amigo morcego, Libélula...

NATAL

Natal! Família reunida Sorrisos, alegria Crianças todos Adultos ou não Crianças todos Família reunida Crianças todos Natal de guloseimas Natal de amor Natal de fé! Famílias reunidas Sonhos de ano todo Todos crianças Todos felizes (?) Todos em fé, em paz… Pena que nem todos Crianças ou não Na cidade, no mundo, Tenham a sorte de ser...

SEXTA-FEIRA

Fim da semana Não o fim de semana Mas a conclusão de vários dias de trabalho, correria e desassossego. Sexta-feira Hora de respirar e pensar que cumpriu-se o destinado, A lista de afazeres, As obrigações… Sempre as obrigações às quais nos fizemos ser obrigados a resolver… Sexta-feira Hora, dia, talvez poucos minutos De se...

MEUS MOINHOS DE VENTO

Eu queria parar de pensar Parar de imaginar o que está por vir Eu queria parar de esperar Parar de ter essa ansiedade terrível… Queria poder não ouvir, não falar Não ter que acreditar, não ter que jurar… Eu queria poder repousar Deitar a cabeça em um travesseiro macio e frio E dormir o sono dos justos… Queria esticar o meu corpo...

ATÉ QUANDO?

Os sonhos passam Os desejos passam A vida passa muito mais devagar… A vontade de fazer mais passa A alegria de realizar, de criar passa A vida passa mais devagar… O corpo, o vigor, a energia passam A cor dos cabelos, a lisura da pele passam A vida passa mais devagar… E nessa discordância de tempo Resta o quê, para aquela lenta...

PROÍBA-ME DE PENSAR!

Proíba-me de pensar! Tape meus olhos para que eu não veja O que me acontece à queima roupa. Não deixe que meus pensamentos – tão cruéis -, Prossigam elocubrando dores, Ofuscando sonhos, Apertando o peito! Proíba-me de pensar! Proíba-me de remoer fatos, de revirar situações… Proíba-me de sentir! Não interfiram mais meus...

ÉTER VERMELHO SANGUE

Preciso do éter vermelho como sangue Para anestesiar minha mente E diminuir a fúria do vulcão A lava incandescente de ideias O vapor inebriante de desejos A loucura que não me permite parar… Preciso do vermelho liquido viscoso Que me desce pelo pelo corpo E me sobe até o cérebro fervente… Apaziguar a inquietude Amenizar o rebuliço...