DEPENDÊNCIA PELO OUTRO – Pão de Canela e Prosa
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DEPENDÊNCIA PELO OUTRO

Há pessoas que dependem extremamente de outra pessoa.
Há aqueles que dependem financeiramente e isso é justificado quando a pessoa é incapaz- seja por pouca ou muita idade -, por doenças incapacitantes, por momentos passageiros, mas não se justifica sempre essa dependência de filhos adultos para com seus pais, de pessoas que têm condições de trabalho e não o fazem, enfim.
Há pessoas que dependem da presença da outra. Seja presença física ou nem tanto, a existência de uma pessoa na vida de alguém, mesmo que cause desconforto e dor, é importante para o dependente.
Há pessoas que são dependentes do amor de outra pessoa. Não basta a elas amarem e serem felizes porque amam. Elas necessitam do amor do outro, da constante afirmação pelo parceiro de que a ama. Essas pessoas querem a presença física desse “amor” e, se duvidar, até de sua alma.
Há pessoas que dependem do ar que a outra pessoa respira. São pessoas sufocantes, invasivas que realmente roubam o ar do seu objeto de desejo.
Há pessoas que dependem do corpo e sangue do outro. Um simples olhar para o lado desencadeia uma diáspora no coração desse viciado e ele sofre. Sofre uma dor que não consegue explicar. Pior é quando descobrem que o corpo e o sangue da pessoa na sua mira de tiro, a ele não pertence.
Há pessoas que não pensam em outra coisa a não ser na sua “obsessão”. Vivem muito tempo ao lado daquele ser que, na maioria das vezes, está junto porque é cômodo. Há conflitos constantes, há brigas regularmente, mas essas pessoas fazem parte daquele grupo de diz: “Não sou feliz, mas tenho marido”.

O mundo está cheio de pessoas dependentes de outrem. Cheio de pessoas que não conseguem ser felizes.
Quando as pessoas acreditarem que ser feliz é um estado d’alma e não depende de ninguém, talvez os relacionamentos sejam mais intensos e duradouros.
Uma pessoa é feliz por dentro e pode fazer muitas pessoas com as quais convive se sentirem bem. Uma pessoa infeliz, no entanto, certamente vai contribuir para que mais pessoas sejam infelizes.
Enfim, uma pessoa é feliz por si e pode contribuir para que outras se sintam bem. Como a felicidade não depende de outra pessoa se não dela mesma, não fará outros deixarem de serem tristes e se tornarem felizes.
Porém, uma pessoa triste, infeliz, possessiva, dependente, contribuirá e muito, para que outras se tornem também infelizes.
Como você é? Já pensou que muitas vezes pode estar contribuindo com a tristeza geral?
Sorria! Fale bem das pessoas. Comece a achar o melhor em cada um – esqueça de comentar os defeitos que, com certeza, você está acostumado a ver primeiro – elogie, abrace, dê o seu melhor.
Felicidade não existe, mas podemos ser felizes sem dúvida!

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Artur Laizo Escritor

Artur Laizo nasceu em 1960, em Conselheiro Lafaiete – MG, vive em Juiz de Fora há quase quatro décadas, onde também é médico cirurgião e professor.

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