DIÁRIO DO CONFINAMENTO – 24 – Pão de Canela e Prosa
Pão de Canela e Prosa

DIÁRIO DO CONFINAMENTO – 24

DIÁRIO DO CONFINAMENTO – 24
Dia 01 de junho de 2020
D 76

Mundo:
Confirmados: 6.206.773; Casos recuperados: 2.661.643; Mortes: 372.752;
Brasil:
Confirmados: 514.992; Casos recuperados: 206.555; Mortes: 29.341;
Minas Gerais:
Confirmados: 10.464; Mortes: 271;
Juiz de Fora:
Confirmados: 615; mortes: 32.

Uma manifestação semelhante ao nazismo ou à Ku klux kan – ou os 300 do Brasil – marchando em direção ao Supremo Tribunal Federal. Uma explosão de atos de pequena monta, mas terroristas pelo mundo, uma falação se prós e contras, e racismo, e preconceitos, e horror, e terror e passeatas que se assemelham a campos de guerra que vemos na televisão em outros países e que jamais pensamos que seria possível na Avenida Paulista… O que está acontecendo? Pergunto o que está acontecendo não no mundo – claro que o mundo inteiro é importante -, mas o que está acontecendo no nosso país. A pandemia é a causadora disso tudo? Não sei! Claro que o medo deixa todos abalados e inseguros, mas a instabilidade política desse país não é fruto somente da pandemia e da disseminação do Covid 19.
Estamos com muitos mortos. Passam de mil mortos todos os dias e tem gente querendo comparar o Brasil a algum país da Europa em números de mortos e doentes. Impossível! E mesmo que se compare, a Europa tem uma estrutura de saúde que não temos no país e muitos ainda vão morrer, ou pelo menos adoecer e precisar de hospitais, ventiladores e outras coisas diferentes que não teremos como ofertar.
Chegou uma carga imensa de Hidroxicloroquina dos Estados Unidos. Deve ser porque eles não querem usar lá e manda para os miseráveis brasileiros que acreditam na droga. O mundo inteiro, como eu disse, passou a estudar a cloroquina para chegar à mesma conclusão de antes: não deve ser utilizada para tratar a Covid 19. Fazer o que? Temos um presidente que acha que é o remédio certo para salvar a maioria dos brasileiros.
O confinamento está prosseguindo. Muita gente está nas ruas e muito comércio está aberto clandestinamente. Muita gente desrespeitando as regras porque só se fala em doença e em hospitais quando acontece com a gente. Se eu estou saudável, para que tenho que saber se há ou não vaga nos hospitais? Se eu estou bem, para que usar máscara? Eu estou ótimo, então vou para as ruas passear, tomar cerveja com os amigos nos bares, transmitir e me contaminar. Se eu der sorte, não adoeço e os meus próximos – incluindo minha família – se morrerem, foi uma fatalidade. Não foi culpa minha que transmiti o vírus. A situação é mais feia do que aparece na televisão e o número de mortes e doentes é muito maior do que o sistema de saúde tem condições de registrar.
Vamos esperar passar e acabar essa onda de terror da doença e depois resolver politicamente o país, ou temos que fazer as duas coisas ao mesmo tempo? A realidade está sendo mostrada na televisão – em todos os canais inclusive no exterior – e não vê e não acredita quem não quer.
Continuemos acreditando em Deus. Se ele nos deu condições de pensar e fazer coisas, há de nos dar também condições de resolver esses problemas atuais.

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Artur Laizo Escritor

Artur Laizo nasceu em 1960, em Conselheiro Lafaiete – MG, vive em Juiz de Fora há quase quatro décadas, onde também é médico cirurgião e professor. É membro da Academia Juiz-forana de Letras e da Academia de Ciências e Letras de Conselheiro Lafaiete e presidente da Liga de Escritores, Ilustradores e Autores de Juiz de Fora - LEIAJF.

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  • Realmente vivenciamos este terrível momento . Pandemia e pandemônios que insistem em tornar ainda pior nossa realidade. Como bem citado, agora é hora de unir forças e buscar vencer o inimigo invisível porque os visíveis se bastam para o caos.

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