DIÁRIO DO CONFINAMENTO – 25 – Pão de Canela e Prosa
Pão de Canela e Prosa

DIÁRIO DO CONFINAMENTO – 25

DIÁRIO DO CONFINAMENTO – 25
Dia 07 de junho de 2020
D 83

Mundo:
Confirmados: 6.799.713; Casos recuperados: 2.661.643; Mortes: 397.388;
Brasil:
Confirmados: 678.360; Casos recuperados: 302.084; Mortes: 36.078;
Minas Gerais:
Confirmados: 12.010; Mortes: 306;
Juiz de Fora:
Confirmados: 718; mortes: 38.

Domingo de chuva.
Domingo de confinamento.
A pandemia continua cerceando a liberdade de muitos no país. Eu saí à rua essa semana passada por duas vezes e o que pude observar? Noventa por cento das pessoas usando máscaras. Os dez por cento que estavam com as vias aéreas desprotegidas eram constituídos por idosos e jovens que se acham tão superiores que são imunes a qualquer coisa. Sinto muito! Por falar em idosos, quantos idosos nas ruas! Quanta gente na rua! Não conseguiremos minimizar essa pandemia tão cedo.
A política no país vai de mal a pior. O caminho que se nos mostra é, no mínimo, assustador. O mundo inteiro está em revolta por vários motivos, principalmente pelo preconceito racial e contra a violência. Estamos sentados em uma bomba prestes a explodir e associada à pandemia, essa bomba pode dizimar toda a população brasileira.
Hackers estão invadindo reuniões on-line e ora mandam material pornográfico, ora propaganda fascista e nazista. Não se sabe de onde estão se originando essas interferências. A população tem que ficar toda atenta.
A doença continua se expandindo e as pessoas continuam não acreditando no poder letal do vírus. A Europa começou a abrir as portas depois da pandemia. Estão fazendo de uma forma bem comedida e organizada. No Brasil, a quarentena nunca foi seguida a sério. Sempre, com o jeitinho brasileiro, todo mundo a quebrou. Sai-se para as ruas, burlou-se de alguma forma a regra principal: FIQUE EM CASA!
Estamos todos sofrendo o confinamento. Estamos procurando o que fazer, estamos fazendo das tripas coração para não entrar em loucura completa. O tédio tem que ser trabalhado, porque se permitirmos, esse tédio pode nos levar até ao autoextermínio. Mas conseguiremos passar por isso.
O que esperar? Cura da doença? Sim, precisamos de tempo para isso. Vacina é a forma de prevenir a contaminação. Mas no momento, não temos a vacina ainda. Estamos todos esperando o surgimento dessa vacina. Ela virá! Em um ou dois anos? E até lá? Quantos ainda adoecerão e morrerão pelo Covid-19? Não sei! Ninguém sabe! Só Deus pode saber!

            

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Artur Laizo Escritor

Artur Laizo nasceu em 1960, em Conselheiro Lafaiete – MG, vive em Juiz de Fora há quase quatro décadas, onde também é médico cirurgião e professor. É membro da Academia Juiz-forana de Letras e da Academia de Ciências e Letras de Conselheiro Lafaiete e presidente da Liga de Escritores, Ilustradores e Autores de Juiz de Fora - LEIAJF.

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