DIÁRIO DO CONFINAMENTO – 27 – Pão de Canela e Prosa
Pão de Canela e Prosa

DIÁRIO DO CONFINAMENTO – 27

DIÁRIO DO CONFINAMENTO – 27
Dia 16 de junho de 2020
D 100

Mundo:
Confirmados: 8.687.231; Recuperados: 4.271.164, Mortes: 460.530;
Brasil:
Confirmados: 1.038.568; Casos recuperados: 520.360; Mortes: 49.090;
Minas Gerais:
Confirmados: 24.906; Mortes: 570;
Juiz de Fora:
Confirmados: 1244; mortes: 46.

Chegamos a mais de um milhão de casos confirmados no Brasil. Quase quarenta e nove mil mortos. E a pandemia continua.
A pandemia continua em um país sem ministro da saúde, continua onde os governantes são corruptos e a oposição está na mesma linha de falcatruas e roubos. Não dá para confiar nem em lado e nem no outro.
O que vemos é a troca incessante de ministros e cargos do alto escalão. Prenderam o Queiroz! Será que desse fato alguma coisa surgirá de bom? Ou continuará tudo do mesmo jeito?
Em um momento como esse em que todos deveriam se unir para combater uma virose assassina, há aqueles que cegamente se atrelam a um ou outro membro dessa ou daquela linha política e o povo que se dane. Há aqueles que ainda acreditam que a Cloroquina é a solução porque “ele” disse que é “o remédio”. O mundo está pesquisando e dizendo que não é esse o caminho. Há aqueles que acreditam que o isolamento social ainda é o ideal – nesse grupo estão os radicais que não vão à portaria do prédio. Infelizmente, há aqueles que espalham notícias falsas que ouviram falar – claro que não procuraram saber se era verdade o que estavam dizendo – e aqueles que não acreditam e se expõem nas ruas. Há gente de todos esses grupos morrendo nos hospitais e muitos que não acreditaram e não se cuidaram, perguntam-se “porquê, meu Deus?”. Outros exigem vagas em hospitais sobrecarregados e superlotados onde os profissionais de saúde continuam adoecendo e morrendo. E ele mandou invadir e filmar hospitais para ter certeza que é tudo uma gripezinha.
O estado de ânimo de todo mundo anda dando alteração. Há gente que não suporta mais ficar em casa atoa. Talvez se não ficassem tão atoa, não só suportariam como produziriam alguma coisa ótima. Há pessoas que estão engordando, pessoas que estão emagrecendo, há quem esteja pegando qualquer coisa como peso para se exercitar. Há quem está à frente da televisão vendo tudo sobre a pandemia e entrando em ebulição mental e há aqueles que estão vendo tudo da política brasileira e fervendo de raiva e dúvidas e incertezas… Há ainda pessoas que estão vendo TV e não entendendo nada, não se preocupando com nada e negando tudo. Aliás, existem muitos que utilizam a televisão como som de fundo para uma conversa e não aprendem nada do que lhes é oferecido.
Está difícil permanecer no confinamento e quando sair às ruas para o estritamente necessário se sentir pior que um bandido descumprindo regras e a qualquer momento poder ser preso porque está cometendo um crime. Mas ainda é necessário permanecer em casa. Ainda é necessário fazer comemorações on-line, aulas virtuais, reuniões pela internet e tentar passar por isso. O fim da pandemia virá! Com certeza! O que podemos esperar do fim e do pós-pandemia? Não sei! Ninguém sabe ainda como será o mundo, como seremos nós. Acho que todos nós estaremos diferentes e espero que tenhamos crescido um pouco. Espero que saibamos aproveitar mais a proximidade de nossos parentes e amigos, saibamos ser mais pacientes e mais observadores, saibamos ser até mais humanos depois que formos todos liberados para viver o “novo normal” que nos aguarda.
Deus com certeza a tudo observa! Ele saberá!

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Artur Laizo Escritor

Artur Laizo nasceu em 1960, em Conselheiro Lafaiete – MG, vive em Juiz de Fora há quase quatro décadas, onde também é médico cirurgião e professor. É membro da Academia Juiz-forana de Letras e da Academia de Ciências e Letras de Conselheiro Lafaiete e presidente da Liga de Escritores, Ilustradores e Autores de Juiz de Fora - LEIAJF.

2 comentáriosDeixe um comentário

  • A sua descrição é incrivelmente real! Na verdade há toda esta variedade de reações e comportamentos. O que irá acontecer depois? Não sabemos. Como estaremos nos após tanta tensão? Também não sabemos. Quem viver verá.

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