DIÁRIO DO CONFINAMENTO 31 – Pão de Canela e Prosa
Pão de Canela e Prosa

DIÁRIO DO CONFINAMENTO 31

DIÁRIO DO CONFINAMENTO – 31
Dia 09 de agosto de 2020
D 161

Mundo:
Confirmados: 19.769.560; Recuperados: 12.030.061, Mortes: 729.351;
Brasil:
Confirmados: 3.035.582; Casos recuperados: 2.118.460; Mortes: 101.136;
Minas Gerais:
Confirmados: 135.728; Mortes: 2.894;
Juiz de Fora:
Confirmados: 3.979; mortes: 125.

100.000 mortos!
Cem mil mortos não acontecem de uma hora para outra e não era para acontecer em cinco meses.
Desde o início da pandemia, março de 2020, até hoje, 09 de agosto de 2020, perdemos muito. Perdemos parentes, pessoas conhecidas, pessoas famosas e perdemos muitos profissionais de saúde em todo o país.
E essas mortes não param. A cada dia sabemos de mais mortes mesmo entre a equipe que pega na linha de frente. Essa semana morreram seis médicos conhecidos meus.
Até quando? Até quando vamos manter essa média de mil mortes por dia e acreditar que está estável? Estamos vivendo em uma situação de estado de guerra.
Em comparação com outras doenças fatais, a AIDS matou trezentos mil em quarenta anos, a gripe espanhola trinta e cinco mil pessoas em três anos. O Covid matou cem mil no Brasil em cinco meses.
Qual é o principal cuidado agora? Continua sendo o isolamento social, o confinamento, a higiene pessoal e com tudo que usamos. Ainda não temos vacina. E quando tivermos, vamos continuar na dúvida de saber se teremos resolvido a doença. A imunização será para muito tempo? Pouco tempo? Quem já teve a doença estará imune? Será que não transmite?
Só mata velhos e pessoas que têm alguma doença. Não é totalmente verdade. Muitos jovens e pessoas sem comorbidades morreram. Vão morrer muitos ainda? Acredito que sim.
Em Mato Grosso do Sul uma equipe de saúde tiveram que utilizar de um ambu – mascara de ressuscitação respiratória durante horas a fio em um paciente porque não dispunham de um ventilador para aquele paciente. A pandemia está aí!
Infelizmente, a pandemia é lenta e o povo não quer esperar. Estão saindo de casa – muitos de máscaras, mas a maioria as usando de forma errada, no queixo, na testa, nas mãos -, estão cobrando a abertura do comércio, a volta às aulas, enfim, o povo não aguenta mais seguir as regras do confinamento e isso pode complicar muito a disseminação da pandemia.
Como se não bastasse a pandemia mundial, a explosão no Líbano deixou o país em iminência de uma guerra civil. O libanês esqueceu a pandemia e está nas ruas há três dias protestando contra a política atual. Já havia parte da população vivendo miseravelmente, agora a maior parte não tem o que comer. O mundo vai mandar ajuda, alimentos, mas entregar a quem? O povo de lá não acredita nos atuais governantes e políticos.
O mundo está passando por uma reviravolta? Estamos vivendo o que os espíritas esperam como evolução da raça humana? Mais uma vez vou responder com “Não sei!”
Não me parece que o ser humano está evoluindo tanto quando continuamos vendo manifestações de preconceito e ódio. Desrespeito a autoridades por idiotas se valendo de um título profissional ou agressão a um trabalhador por um rico sem bagagem alguma. Essas pessoas, que hoje são filmadas nas suas infrações, não têm humanidade, não têm cultura. Podem ter posição social, dinheiro, mas não têm educação e são pessoas extremamente infelizes por ser quem são. Não merecem atenção.
Estamos no meio da pandemia! Estamos ainda com um vírus – o menor ser vivo da natureza – fazendo uma devastação mundial.
Espero que isso acabe logo! Espero poder abraçar meus amigos queridos, cumprimentar as pessoas pegando nas mãos, voltar a expressar o meu amor pela humanidade.
Que Deus acolha os espíritos que estão desencarnando aos milhares!

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Artur Laizo Escritor

Artur Laizo nasceu em 1960, em Conselheiro Lafaiete – MG, vive em Juiz de Fora há quase quatro décadas, onde também é médico cirurgião e professor. É membro da Academia Juiz-forana de Letras e da Academia de Ciências e Letras de Conselheiro Lafaiete e presidente da Liga de Escritores, Ilustradores e Autores de Juiz de Fora - LEIAJF.

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