DIÁRIO DO CONFINAMENTO – D 8 – Pão de Canela e Prosa
Pão de Canela e Prosa

DIÁRIO DO CONFINAMENTO – D 8

Diário do confinamento – D 21

CIÊNCIA, PLANEJAMENTO, DISCIPLINA, FOCO! NÃO SOMOS DONOS DA VERDADE!
TEM QUE TER RESPALDO CIENTÍFICO!

Um médico não abandona seu paciente!
Luiz Henrique Mandetta – Ministro da Saúde

As palavras do Ministro da Saúde ontem após reunião de ministros com o presidente dá a todos uma esperança maior com relação à pandemia. Um homem, com a clareza de idéia e o bom senso desse Ministro da Saúde, não pode simplesmente ser demitido porque está fazendo ciência. Está agindo com competência dentro da ciência. Há muitos experimentos em todo o mundo e, como disse Mandetta, não se deve tomar qualquer droga sem respaldo científico de que tem a efetividade e não efeitos colaterais e adversos que podem prejudicar muito mais que salvar.
É uma coisa que, nós médicos, sempre debatemos e continuaremos batendo na mesma tecla de não se tomar o remédio que o vizinho receitou porque leu em algum lugar que é bom. Já bastam os funcionários de muitas farmácias que, longe dos farmacêuticos responsáveis, indicam um ou outro remédio, principalmente para velhinhas hipocondríacas. Remédio é coisa séria e, para isso mesmo, os responsáveis pela criação e pesquisa passam anos de árduo trabalho para liberar essa ou aquela droga para tratamento.
Estamos no vigésimo primeiro dia de confinamento. Eu estou saindo de casa para fazer compras ou o estritamente necessário e, claro, para meus plantões na UTI da Santa Casa. Como outros profissionais de saúde eu também estou com medo da pandemia. Estamos todos vulneráveis! Todos!
Ontem, por acaso, eu tive que ir ao banco, resolver algo que não consegui resolver pela internet e me assustei! Assustei-me com o monte de gente andando nas ruas. Assustei-me com o trânsito quase normal nas ruas de Juiz de Fora. Pela TV estamos vendo muita gente nas ruas de muitas cidades. Isso é tudo que o vírus quer: Aglomeração e vítimas.
A situação do Equador está caótica. Corpos estão sendo abandonados nas ruas porque o sistema de saúde está falido com a imensa demanda e não há como cuidar dos mortos.
A rua agora pela manhã está cheia de gente indo e vindo, para onde vão, não sei. Pouco interessa nesse momento. Espero que voltem para suas casas o mais breve possível e continuem o isolamento social.
Hoje tenho mais um dia imenso de grandes oportunidades – dentro de casa -, até a hora do meu plantão noturno. Que possamos dar conta dos nossos afazeres é o que pedimos todos os dias. Espero que a população entenda e faça a sua parte, antes que não seja possível fazer mais nada.
Que Deus continue amparando a todos!

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Artur Laizo Escritor

Artur Laizo nasceu em 1960, em Conselheiro Lafaiete – MG, vive em Juiz de Fora há quase quatro décadas, onde também é médico cirurgião e professor. É membro da Academia Juiz-forana de Letras e da Academia de Ciências e Letras de Conselheiro Lafaiete e presidente da Liga de Escritores, Ilustradores e Autores de Juiz de Fora - LEIAJF.

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