FLORESCÊNCIA – MARISA PONTES – RESENHA – Pão de Canela e Prosa
Pão de Canela e Prosa

FLORESCÊNCIA – MARISA PONTES – RESENHA

FLORESCÊNCIA
Autor: MARISA PONTES
Editora: Gryphon Edições
Ano de publicação: 2020
ISBN: 978-85-66938-47-0-8
Páginas: 56
Gênero: Poesias
Coleção Poesia em flor nº 8

O livro faz parte de uma coleção de dez poetas a quem foi destinada uma flor para cada um. O livro do Marisa Pontes traz na capa a orquídea. A imagem da capa é de Letícia Cayme com a supervisão de arte do artista plástico juiz-forano Petrillo.
A impressão foi feita em papel offset 90g e a capa em papel supremo 250g. A edição da coleção está primorosa como todos os trabalhos da Gryphon Edições.

Resenha:
O livro de Marisa é recheado de amor. Inicia na dedicatória quando cita os nomes dos netos que, segundo sua poesia, são sua vida e a mola que a impulsiona. No poema “MINHAS ORQUÍDEAS”, ela compara os netos às orquídeas que floriram e trouxeram liberdade, luz alegria e significado da vida. Sentimos a seu sentimento no poema “AGONIA” quando ela fala de “tempos de escuridão”. O confinamento e a prisão confundindo sensações. Ela diz: “Meu eu rebelde domina minha alegre vadiagem e a bruxa feiticeira que me habita planeja a liberdade…” e termina dizendo que tanto os seus rabiscos quanto ela são invencíveis.
São vários os poemas que falam de amor. Um amor intenso vivido intensamente. “CANÇÃO DE AMOR” nos mostra esse lado amoroso da poetisa que espera “transgredir limites/ ir além…”
“ESTUPRO” é um alerta, um desabafo e um apelo por mudanças. Ela retrata o estupro de uma menor com poesia e podemos sentir o desespero da vítima em suas palavras. Termina pedindo “Perdão, por sermos ainda quem somos.”
Nas várias vezes em que fala de si mesma, o eu lírico aparece como uma guerreira, como uma mulher forte, como um reflexo no espelho mostrando o passar do tempo, mas sem deixar a realidade se põe a “…fazer café porque/ o sol já rompeu a barra do dia/ e é hora de deixar de vaidades!”
Quando ela fala de sua poesia ela diz “minha poesia vem do que (des)conheço, dos alcantilados versos que fraudam o tempo”.
“SOLIDÃO” é um poema forte. O eu lírico sofre a perda de sua mãe e reconhece as incertezas da vida futura. “Quem lhe dará a benção,/ afagará seus cabelos,/ aquecerá seu coração/ de ora em diante?” A pergunta fica sem resposta. No verso final uma declaração surpreendente.
A poesia de Marisa Pontes é cheia de realidade, cheia de momentos atuais difíceis de aceitar, mas também é uma poesia cheia de família, lembranças do passado e amor, muito amor. É uma obra que vale a pena ser lida para conhecer melhor a autora. Recomendo “FLORESCÊNCIA” de Marisa Pontes, como continuo a recomendar a “COLEÇÁO POESIA EM FLOR”.

A AUTORA:

MARISA PONTES é mineira de Juiz de Fora e iniciou a carreira literária aos 15 anos. É membro da Academia Juiz-forana de Letras, da Academia Granberyense de Letras, Artes e Ciências. Tem vários poemas e contos premiados e publicados. Participou dos três volumes da Coletânea JUIZ DE FORA AO LUAR, e das coletâneas FASES E FATOS, POESIAS UFSJ, POESIAS SEM FRENTEIRAS, “ESCRITOR MARCELO DE OLIVEIRA SOUZA”, POESIA DE BOTÃO – INFÂNCIA e da revista elsFLUÊNCIAS. Foi analista-tributário da Receita Federal por trinta anos, sempre integrada ao mundo das letras, alma inquieta que é em busca constante de si mesma e do outro.
Contato: mpontesc@gmail.com

VENDA DO LIVRO:
– Espaço Excalibur – Rua São Mateus, 265 – Bairro São Mateus – Juiz de Fora – MG
– Diretamente com a autora através de suas páginas no Facebook e Instagram.

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Artur Laizo Escritor

Artur Laizo nasceu em 1960, em Conselheiro Lafaiete – MG, vive em Juiz de Fora há quase quatro décadas, onde também é médico cirurgião e professor. É membro da Academia Juiz-forana de Letras e da Academia de Ciências e Letras de Conselheiro Lafaiete e presidente da Liga de Escritores, Ilustradores e Autores de Juiz de Fora - LEIAJF.

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