JAMAIS SEREI UM “CHEF” – Pão de Canela e Prosa
Pão de Canela e Prosa

JAMAIS SEREI UM “CHEF”

Jamais serei um chef de cuisine, desses que misturam jaboticaba, alho, pimenta para assar uma perna de ornitorrinco. E pior, servir 200 pessoas em um pratinho decorado com mil flores e berloques e um fisgo de comida.
Gosto da comida mineira, da comida italiana, gosto do prato cheio e de sabores reais. Detesto elucubrações na hora de comer. Um bom frango com quiabo, uma “pasta come faceva la nonnna” são sem dúvidas os melhores pratos.
Voltando ao que eu já disse, brasileiro tem a melhor combinação do mundo: arroz e feijão – de preferência feijão preto. Um prato de arroz e feijão preto – ying e yang – satisfaz muito. Se acrescentarmos uma verdura, couve, adoro taioba e mostarda, fica melhor ainda. Não podemos esquecer daquele angu de fubá grosso, de moinho d’água – perfeito!
Imagina se um chef resolver me servir um frango com quiabo: Será em uma porcelana Ming, ou em um prato com borda de ouro, meia coxa do frango desossada, dois pedaços médios de quiabo colocados em cruz sobre meia colher de sopa de angu e quinze grãos e meio de um arroz especial feito em várias etapas com temperos exdrúxulos que acabarão com o gosto de qualquer coisa que estiver na mesa.
Sinto muito!
Prefiro a comida comum do brasileiro. Em qualquer região do país come-se muito bem e bastante. Não sei enumerar aqui o qye eu gostaria de comer amanhã, uma moqueca baiana? Ou capixaba? Uma costela de fogo de chão? Pato ao tucupi? Spaghette alla putanesca? Ou “a matriciana”? Não sei. Talvez arroz, feijão, espinafre refogado com ovo e bife.
Perfeito!
Cozinho muito bem! Jamais serei um chef!

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