LITERATURA DE HORROR NACIONAL – Pão de Canela e Prosa
Pão de Canela e Prosa

LITERATURA DE HORROR NACIONAL

Literatura de horror no Brasil

Na Feira de Livros de Juiz de Fora – FLIJUF – eu participei de uma mesa redonda sobre literatura de horror/terror brasileira. Dividi a mesa com mais dois escritores, Tiago Vieira e Michele Valle e fomos mediados pelo escritor JR Amorim.
Eu comecei falando da inspiração para escrever horror e ainda disse que todo mundo gosta, mesmo que fale que não goste. Todo mundo quer ver sangue, morte ou quer passar por situações de suspense e medo. Desde os tempos mais remotos, as histórias de terror e medo sempre foram importantes na história da humanidade.
A literatura brasileira de terror está presente na literatura de Álvares de Azevedo, Aluísio de Azevedo, Machado de Assis, Érico Veríssimo, Lygia Fagundes Telles e tantos outros. E nem percebemos isso. Tiago ainda lembrou do “Coronel e o lobisomem” de José Cândido de Carvalho como uma história em que havia terror. “Incidente em Antares” de Érico Veríssimo, com mortos que voltavam a andar – zumbis -, enfim, a literatura do passado está cheia de terror.
E o presente? Eu levei para a mesa, livros de autores nacionais, os quais eu sou fã e tenho a grande honra de dizer que conheço e somos amigos – pelo menos amigos virtuais.
Comecei falando de André Vianco. O autor encheu POA e Osasco de vampiros no início da carreira e nos deu muito prazer de ler “Os sete”, “Sétimo” e vários outros.
Citei Oscar Nestarez com seus livros fantásticos”Horror a dentro” e “Bile Negra”. O auto é especialista em Edgar Allan Poe e Lovecraft.
Citei Marcos DeBrito. O cineasta, produtor de “Condado Macabro” – filme de 2015 – escreveu “O Escravo de Capela” – onde ele explica o surgimento do Saci Pererê e da Mula Sem-cabeça de uma forma macabra em uma fazenda repleta de escravos e “A casa dos pesadelos” – um livro fantástico. Junto com outros excelentes autores – Marcos Barcelos, Rodrigo de Oliveira e Vitor Bonini – publicou agora na Bienal do Rio “Vozes do Joelma – Os gritos que não foram ouvidos”.
Citei Marcio Zanini – Markus é um vampiro tradicional, feroz, sensual e letal.

E, como o tempo estava curto, alguns amigos não puderam ser citados.
Falei das coletâneas – hoje chamadas de antologias por várias editoras e autores – e mostrei “Vampiro – um livro colaborativo” 2017 – que reuniu cinquenta contos de cinquenta autores de contos de vampiro para homenagear “Bram Stoker” nos seus 120 anos de nascimento.
Participei de muitas coletâneas e na Bienal do Livro do Rio de Janeiro 2019, eu, através da Editora Rico, participei de cinco antologias.
Meus dois últimos livros, “A MANSÃO DO RIO VERMELHO” vol 1 e 2 são livros de literatura fantástica, cheios de vampiros e bruxas e é uma leitura muito agradável.
Depois citei as coletâneas que lançamos no Rio: “O mal nunca morre” vol 1 e 2, “Apocalipse”, “3:33 -A hora do demônio” e “Serial Killer”.
Tiago Vieira apresentou seu livro “Elos do mau agouro” e falou do lançamento do seu segundo livro “Dança das Bestas”. Esse último será lançado na “Horror Expo” em São Paulo”.
Michele, por sua vez, disse que gosta de terror desde tenra idade. Participa de várias antologias no Brasil e exterior e mostrou o livro “Carpe Nocten” onde ela desenvolve uma trama de bruxas.
Enfim, eu falei de diversos amigos, esqueci até de falar de mim.
A MANSÃO DO RIO VERMELHO'” é ideal. E o livro 3 está por vir. No terceiro volume da trilogia, tudo será explicado.
Enfim, a literatura de terror brasileira está aí para mostrar o quão bom é o autor nacional.
Por isso mesmo, a campanha “ABRACE UM AUTOR NACIONAL” merece atenção e divulgação.

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Artur Laizo Escritor

Artur Laizo nasceu em 1960, em Conselheiro Lafaiete – MG, vive em Juiz de Fora há quase quatro décadas, onde também é médico cirurgião e professor.

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