Pão de Canela e Prosa – Página: 23 – Onde as palavras têm sabor
Pão de Canela e Prosa

NIETZSCHE

  Quem luta com monstros deve velar por que, ao fazê-lo, não se transforme também em monstro. E se tu olhares, durante muito tempo, para um abismo, o abismo também olha para dentro de ti.   Sou demasiado orgulhoso para acreditar que um homem me ame: seria supor que ele sabe quem sou eu. Também não acredito que possa amar alguém:...

AMOR

Se eu não fosse apenas amor, O que seria? Um vaso sem flores, Um espelho sem reflexos, Uma árvore seca, Um caminho sem luz, Uma noite sem estrelas…   Se eu não fosse somente amor, Não teria perfume, Não teria imagem, Não teria vida, Não teria luz, Não poderia ver estrelas…   Se eu não fosse apenas amor, Não haveria...

RESENHA – OS SETE – ANDRÉ VIANCO

  Uma caravela portuguesa de cinco séculos é resgatada de um naufrágio no litoral brasileiro. Dentro dela, uma misteriosa caixa de prata esconde um segredo: sete cadáveres aprisionados, acusados de bruxaria. Apesar das advertências grafadas no objeto de prata, a equipe do Departamento de História da Universidade Soares de Porto Alegre...

SIGMUND FREUD

  Não posso imaginar que uma vida sem trabalho seja capaz de trazer qualquer espécie de conforto. A imaginação criadora e o trabalho para mim andam de mãos dadas; não retiro prazer de nenhuma outra coisa. A maioria das pessoas não quer realmente a liberdade, pois liberdade envolve responsabilidade, e a maioria das pessoas tem medo de...

VINHO

  Vinho (do grego antigo οἶνος, transl. oínos, através do latim vīnum, que tanto podem significar “vinho” como “videira”) é, genericamente, uma bebida alcoólica produzida por fermentação do sumo de uva. A fermentação das uvas é feita por vários tipos de leveduras que consomem os açúcares presentes...

DESENCANTO

  Não sei se me vale Apagar a luz e sonhar, Ou cobrir os olhos com as mãos E tentar buscar N’algum corpo sólido, insólito, irreal, inexistente talvez, O álibi pro meu desencanto! Não sei se me vale Ocultar o que sinto, Ocultar o que quero agora, O que me falta Pr’um descanso, pr’um consolo, pr’um...

SABER SORRIR

  Então, ele se instalara naquela cadeira pequena, pequena e desconfortável, e sorria para o nada. Nada presente em tudo e tudo tão somente nada, mas ele precisava sorrir. Não era seu aniversário, mas ele precisava sorrir. O elevador parou e, de repente, entrou um velho com uma bengala e ele sorriu, ao que o velho não sorriu a ninguém...

PERFEIÇÃO

  Aos dezesseis anos Eu acreditava Que poderia mudar o mundo Que eu tinha toda a razão Que eu era perfeito!   Aos vinte e poucos anos Eu acreditava Que poderia mudar as pessoas Que todas estavam erradas E eu era perfeito!   Aos trinta e poucos anos Eu acreditava Que o mundo e eu éramos iguais Que todos buscávamos algo. Ninguém...