Pão de Canela e Prosa – Página: 27 – Onde as palavras têm sabor
Pão de Canela e Prosa

NADA POR FAZER

  De repente, quando não tenho nada por fazer E me entra pelos poros uma ansiedade qualquer, Eu ando pela casa, eu como, eu urino, eu bebo água, leite, chá, Ligo a televisão, boto um disco a rodar, ouço rádio, dedilho o violão E não me prendo a nada que faço, Talvez por divergência Entre a vontade e o fato, Entre o desejo e a...

AS BRUXAS – SEGUNDO CAPÍTULO

Quem chegou primeiro foi Maria do Rosário. Trouxe uma cesta de pão de queijo que estava matando a todos de vontade de comer pelo cheiro maravilhoso que impregnava tudo. Sorriu para a amiga e deixou a cesta na cozinha. Veio para a sala e sentou-se no sofá. As duas não trocaram uma palavra. Fazia parte do ritual da meia noite elas não...

FELIZ

Sempre pensei em ti primeiro. Arrasei minha vida em vários momentos, Destruí diversas vezes as estacas da ponte Que me unia ao resto do mundo E sempre que quis fugir de ti Caia no vazio e me afogava No rio de lágrimas que chorei por ti.   Eu sempre quis ter-te ao meu lado Buscando iluminar minha existência E fechei todas as...

POETAS

UMA HOMENAGEM VISUAL A MUITOS POETAS QUE AMO PELO DIA DO POETA! Amo todos vocês sem os quais eu não escreveria nada. UMA HOMENAGEM ESPECIAL ao meu professor de matemática da sexta-série, Luiz Carlos Beato que me ensinou os primeiros passos para transformar o que eu escrevia em poesia. Faltaram poetas nessa minha homenagem? Claro! São...

POETA

Por que poesia? Porque através dela, com poucas palavras, podemos expressar um sentimento imenso! Porque através dela, podemos amar, odiar, jogar pra fora tudo o que nos incomoda e tudo o que nos impede de ser felizes! O poeta é triste? Na maioria das vezes o poeta é triste, é solitário, é um amante não correspondido que sofre por uma...

AS BRUXAS – PRIMEIRO CAPÍTULO

Naquela cidade pequena do interior, na última sexta-feira de cada mês, reuniam-se as cinco mulheres mais velhas do município para tomar um chá à meia noite. Sim! Um chá a meia noite! As famílias delas não se importavam com a reunião das velhas e como era uma cidade pequena, ninguém nunca vira ou ouvira dizer o que acontecia no chá da...

CÉU ENLUARADO

  Ando sob céu enluarado, Vejo as sombras de um jardim Num lago apaixonado E penso um pouco em mim.   É lascivo e monótono o tédio, É delirante e fogosa a dor… Mas sei, digo-te pois, Que o que faço, não o deveria…   Ando meio abstrato no mundo Vendo homens famintos e gordos ladrões, Vendo chuvas, enchentes...

D. CLEUZA – QUINTO E ÚLTIMO CAPÍTULO

  _ Quem matou a Dona Cleusa? – perguntou Gilberto de repente causando impacto. _ Não sei – disse Magali assustada. _ O homem de preto – respondeu Fábio de olhos bem abertos. _ Eu não fui – quase balbuciou José Antônio. _ Nem eu – afirmou Sebastião. – Eu não faria uma coisa dessas _ Foi o homem de preto – voltou Fábio...