Pão de Canela e Prosa – Página: 35 – Onde as palavras têm sabor
Pão de Canela e Prosa

FERAS

As feras se procuram Na noite! Espreitam-se desejosas… Em sonhos, Buscam calor, carinho, Afeto. Não se importam de ser Sozinhas Se por um breve instante De luz, Vislumbrem ser possível Amar, Confundir pernas, bocas, Abraços. Não importa se o dia Rompante Mate tudo, destrua O belo. O perdido momento Que resta Para sempre na...

FOI MELHOR PARA ELA

Ela estava ali internada naquela enfermaria simples, rodeada de outros doentes que, como ela, viviam suas doenças antigas ou novas e sofriam o peso de suas idades e de toda a carga de estragos que o tempo lhes causara. Ela sofrera um ataque cardíaco aos oitenta anos e trouxeram-na para o hospital. Único hospital da região especializado em...

MACHADO DE ASSIS

  Deus, para a felicidade do homem, inventou a fé e o amor. O Diabo, invejoso, fez o homem confundir fé com religião e amor com casamento. Cada qual sabe amar a seu modo; o modo, pouco importa; o essencial é que saiba amar. Esquecer é uma necessidade. A vida é uma lousa, em que o destino, para escrever um novo caso, precisa de apagar o...

O ALVARÁ

Depois de dias esperando a liberação de um alvará para realizar um evento de saúde na praça da cidade, eu fui ao órgão competente procurar a resposta. – Olá, disse o rapaz velho conhecido de todas as semanas que eu procurei para ter a resposta do alvará, tudo bem? – E aí? Alguma resposta? – Uai, já saiu daqui e já...

MONTEIRO LOBATO

A partir de hoje, postarei uma frase de um autor conhecido. Começo com Monteiro Lobato que foi um grande escritor brasileiro.   Loucura? Sonho? Tudo é loucura ou sonho no começo. Nada do que o homem fez no mundo teve início de outra maneira – mas tantos sonhos se realizaram que não temos o direito de duvidar de nenhum. Monteiro...

SOLIDÃO

  O que eu fiz com a minha solidão Tão almejada, tão cultivada, Preservada em uma fortaleza?   Por que acabei com a minha solidão? Era tão voluptosa a sensação de ser só, Tão maravilhoso o momento de não se ter ninguém!   Por que deixei perder a minha solidão? Evaporou-se entre os meus dedos qual areia A couraça, a...