PESSOAS “PINOCHIAS” – Pão de Canela e Prosa
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PESSOAS “PINOCHIAS”

Tem muita gente que é “pinnochia”.
Sim, eu uso o nome do boneco de madeira do Gepetto, o Pinóquio, para me referir a pessoas mentirosas.
Acho que é um dos piores defeitos do ser humano a mentira. Há pessoas que vivem de mentiras e há aquelas que criam uma mentira e acreditam na sua mentira e passam a viver dela. Não há nada melhor que sinceridade e, às vezes, precisamos ocultar um fato, não falar a respeito é melhor que mentir.
Há mentiras bobas que não vão resultar em nenhum problema nem para o mentiroso, nem para quem está ouvindo a mentira.
Há, no entanto, mentiras que prejudicam as pessoas que ouvem e que passam a acreditar naquilo que lhes foi dito. Passam a viver ou a depender da mentira que a pessoa lhe contou. Como mentira não tem base sólida, vai desmoronar tudo aquilo que se acredita quando a verdade vier à tona.
Existem diversos ditados populares sobre a mentira, mas talvez o melhor seja: “A mentira tem pernas curtas” – o que quer dizer que não dura. O tempo da mentira realmente é pequeno e em pouco tempo ou o mentiroso se contradiz, ou alguém vai descobrir que não é verdade o que lhe foi dito.

Entre tantas “pinoquices” as pessoas vão deixando de se amar, deixando de conviver umas com as outras porque a perda da confiança é um desastre absurdo. Conquistar a confiança perdida é uma ação árdua e muitas vezes infrutífera. Não se pode nunca mais confiar cem por cento em quem perdemos a credibilidade. Há pessoas que mentem tanto que tudo que elas dizem soa como mentira. Não tem como acreditar na mínima coisa que dizem.
Essas pessoas “pinóquias” não sabem o mal que fazem a si mesmas e aos outros que são envolvidos nas suas mentiras.
Sejamos verdadeiros. Sejamos reais.
Adoro o Pinóquio e toda sua história. Só acho que os narizes das pessoas mentirosas deveriam crescer como na história de Carlo Collodi (1826-90).

Ilustração de Ramon Brandão, escritor e artista plástico de Juiz de Fora.

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Artur Laizo Escritor

Artur Laizo nasceu em 1960, em Conselheiro Lafaiete – MG, vive em Juiz de Fora há quase quatro décadas, onde também é médico cirurgião e professor.

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