SOLIDÃO – Pão de Canela e Prosa
Pão de Canela e Prosa

SOLIDÃO

 

O que eu fiz com a minha solidão

Tão almejada, tão cultivada,

Preservada em uma fortaleza?

 

Por que acabei com a minha solidão?

Era tão voluptosa a sensação de ser só,

Tão maravilhoso o momento de não se ter ninguém!

 

Por que deixei perder a minha solidão?

Evaporou-se entre os meus dedos qual areia

A couraça, a armadura impenetrável.

 

Acabei com a minha solidão

Porque houve um dia, insano, um coração

Que não pode ficar inerte e vive de amor…

 

Não teria perdido, dissipado a solidão,

Se não fosse um coração que ama sem limites

E perde-se e sofre e morre de amor, sozinho!

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Artur Laizo Escritor

Artur Laizo nasceu em 1960, em Conselheiro Lafaiete – MG, vive em Juiz de Fora há quase quatro décadas, onde também é médico cirurgião e professor.

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