VEJO-ME PERDIDO – Pão de Canela e Prosa
Pão de Canela e Prosa

VEJO-ME PERDIDO

Quando a dor que destrói o coração é maior

Que a própria dor que o cria; quando o apito do trem

Que parte rasga nosso corpo como a lança

Mais dura e fria; quando não temos sentido…

 

E quando nossa vida parte-se em mil faces,

Vemos que é sempre tarde para amarmos a tudo…

É nesta hora que temos ânsias de morrer…

Ou de viver eterna e vagamente sós…

 

No amor que eu sempre cria, agora vejo-o morto.

E a esperança ventando, foi-se pra nunca mais…

Eu me entrego febril, dilacerado e tolo

 

Ao que me resta desta ruína bestial,

Sinto escapar-me a vida pela sua falta

E vejo-me perdido em minhas lembranças!…

 

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Artur Laizo Escritor

Artur Laizo nasceu em 1960, em Conselheiro Lafaiete – MG, vive em Juiz de Fora há quase quatro décadas, onde também é médico cirurgião e professor.

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