VIDA LOUCA – ESCOLHAS CERTAS – Pão de Canela e Prosa
Pão de Canela e Prosa

VIDA LOUCA – ESCOLHAS CERTAS

A vida atual é muito louca.
As pessoas estão buscando um lugar, nem sempre ao sol, mas isso faz com que elas se atropelem e na maioria das vezes se tornem infelizes. Não há uma regra. Não há uma “receita de bolo” para se utilizar na vida. As pessoas sabem que devem trabalhar para ter dinheiro para comprar e ter coisas que são importantes e fazer e ser alguma coisa que as faz ter que trabalhar mais e ser mais escravas da vida que não planejaram exatamente, mas que em determinado dia incomoda por não ser aquilo que se esperava desde um dia feliz lá no passado distante.
O ser humano está fadado à infelicidade se não tomar cuidado com seus gestos e atos. Está propenso a ser infeliz se questionar porque está vivendo dessa ou daquela maneira.
Não podemos viver só de momentos felizes. Eu me lembro de um filme da “Sessão da Tarde” com o Simbab quando um de seus seguidores fugiu da contenda principal do grupo, no filme, e passou a viver em um oásis cheio de mulheres bonitas e fartura. Simbab lhe disse uma frase que eu guardei para a vida: “Prazer que é só prazer, deixa de ser prazer”. Por isso, a vida é cheia de momentos ruins e momentos bons. Claro que os momentos não bons ou ruins prevalecem.
Você está vivendo uma vida de merda, porque escolheu esse caminho. Pior, escolheu permanecer no poço lamacento e fétido afundando no excremento de vez em quando. A vida é feita de escolhas e por essas escolhas você é responsável. Se escolheu cair no esgoto, tem duas chances: ou escolhe ficar na merda, ou escolhe sair de lá. O grande problema da humanidade é esquecer que fez as escolhas e ao invés de tentar mudar – escolher outro caminho -, prefere ficar onde está, com quem está e reclamar. Reclamações além de não ajudarem acabam por afastar pessoas que não suportam mal-humor e gente negativa.
Estamos presos naquilo que escolhemos fazer e muitas vezes, essa prisão sufoca, deprime, mata. Para muitos, no entanto, essa prisão é o único lugar que conhecem e, portanto, não são felizes, mas não saberiam ser nada sem os grilhões que os mantém na condição de escravos de si mesmos.
A vida é muito difícil. Muitas vezes não somos os culpados por sermos infelizes. Nossa culpa, no momento em que percebemos que está tudo errado, se transformam em dor intensa se não fizermos nada para mudar a nós mesmos e à nossa vida.
Temos que ter em mente que o tempo todo a vida nos oferecerá dragões e moinhos de vento. Qual dos dois monstros devemos enfrentar?

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Artur Laizo Escritor

Artur Laizo nasceu em 1960, em Conselheiro Lafaiete – MG, vive em Juiz de Fora há quase quatro décadas, onde também é médico cirurgião e professor. É membro da Academia Juiz-forana de Letras e da Academia de Ciências e Letras de Conselheiro Lafaiete e presidente da Liga de Escritores, Ilustradores e Autores de Juiz de Fora - LEIAJF.

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