VONTADE DE TE VER – Pão de Canela e Prosa
Pão de Canela e Prosa

VONTADE DE TE VER

Talvez a vontade de te ver fosse tanta,

Que nem me dei conta

De que dissera que jamais estaria novamente contigo!

Há coisas do coração

Que a razão não tem controle!

E hoje, eu te procurei,

Hoje eu te busquei

E talvez rechaçado pela sua indiferença,

Agora, sozinho, ponho-me a escrever-te…

 

Verás, cara amiga, que não me terás

Uma outra vez, um momento sequer,

Se não me quis quando nos quisemos,

Se não me esteve, quando te estive presente…

Não há o que fazer,

Não há o que dizer,

Não há conserto…

 

Hoje estamos ambos sós,

Sofrendo?!…

Claro!

A ausência é presente em ambos.

E a distância?

Talvez a distância

Aproxime a falta,

Falta a presença.

Presente a derrota…

Somos ambos derrotados no amor

Que temos e não soubemos manter…

Talvez a vontade de te ver seja tanta

Que ponho-me a escrever-te…

Como estarás?

Com quem estarás?

Será que com quem estás

Supra-te a vontade de estar comigo?

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Artur Laizo Escritor

Artur Laizo nasceu em 1960, em Conselheiro Lafaiete – MG, vive em Juiz de Fora há quase quatro décadas, onde também é médico cirurgião e professor.

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