REDE SOCIAL – Pão de Canela e Prosa
Pão de Canela e Prosa

REDE SOCIAL

A coisa está feia:
Meu Blog ficou fora do ar por 3 dias,
Meu Instagram sumiu do celular,
Meu Facebook, por um triz, não desistiu de mim.
Muita gente não me quer mais,
Muita gente,
Muita!
Não sei, fora da rede social,
Como manter o bate-papo,
Como dar o “bom dia” de todo dia,
Como manter a conexão.
Muitas outras pessoas vão desistir de mim,
Muitas pessoas,
Muitas!
Talvez voltar a viver na era da ficha
– Ficha de telefone -,
Telefone fixo,
Telefone simplesmente,
Telefone!
Mas ninguém mais tem telefone fixo.
Não existe mais orelhão.
Será que no orelhão
Consigo mandar e-mail,
Baixar vídeos e música?
Será que eu acho um orelhão?
Em Londres, as caixas vermelhas,
Obsoletas hoje,
Só servem para turistas.
Não mandam mensagens,
Não fazem videochamadas,
Não fazem mais nada.
Será que no telefone de disco,
Consigo ver o teu rosto?
Queria ver o teu rosto,
Queria ver o teu corpo
Antes de te perder de vez.

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Artur Laizo Escritor

Artur Laizo nasceu em 1960, em Conselheiro Lafaiete – MG, vive em Juiz de Fora há quatro décadas, onde também é médico cirurgião e professor. É membro da Academia Juiz-forana de Letras e da Academia de Ciências e Letras de Conselheiro Lafaiete, Sociedade Brasileira de Poetas Aldravistas e presidente da Liga de Escritores, Ilustradores e Autores de Juiz de Fora - LEIAJF.

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