EM UMA NOITE ESCURA – Pão de Canela e Prosa
Pão de Canela e Prosa

EM UMA NOITE ESCURA

Numa noite escura,

Numa praia qualquer,

Junto a mil barqueiros,

Navegantes, loucos,

Eu apareci!

E não vinha de lugar algum,

Somente trazia nas mãos

As sandálias que se arrebentaram

E vestia-me de raios de lua…

 

E na noite escura,

Na transparência das águas

Claras pela lua rosada,

Tornava-se mais e mais

Aquela fragrância envolvente

Aquele aroma de amor

Que de repente percebi…

 

E tão igual a mim você surgiu!

Rodeada de querumbins,

Com o corpo de sereia,

Os olhos do azul mais profundo

Me chamando pra você…

E nessa escuridão, com o brilho da lua

Caindo na areia cândida,

Segui nas ondas dos teus cabelos

E tão bem quanto surgimos

O mar nos tragou e nos consolidou

E assim desaparecemos!…

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Artur Laizo Escritor

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