PATAGÔNIA BABILÔNIA – JOÃO PEÇANHA – RESENHA – Pão de Canela e Prosa
Pão de Canela e Prosa

PATAGÔNIA BABILÔNIA – JOÃO PEÇANHA – RESENHA

Ficha técnica

Título: Patagônia Babilônia

Autor: João Peçanha

Editora: PVB

Gênero: drama

Ano de lançamento: 2018

Edição atual: 1ª

Páginas: 208

 

SINOPSE

 

“Uma tarde lenta escorraça o sol para dentro do pequeno quarto habitado pelo velho, fazendo-o transpirar e manchar os sovacos da camisa de pano de manga comprida que, mesmo no calor, insiste em usar.

Magro, comprido e portando bermuda e camisa de malha com uma inscrição em idioma a ele estranho, o jovem entra no pequeno quarto, puxa uma cadeira esquecida num canto e senta-se de frente para o velho. Na parede atrás dele há uma velha gravura de um mar muito azul cercado ao fundo por montanhas azuladas com topos brancos de neve. Retira os fones de ouvido, o que permite ao velho escutar ao longe uma dessas canções da moda e, mesmo educando-se para que o outro não perceba, deixar escapar uma expressão descontente.”

O que aconteceria se um menor infrator, por determinação da Justiça, fosse condenado à pena alternativa de acompanhar idosos em um asilo público e acabasse conhecendo um velho cego e amargo?

Um mora no Babilônia, comunidade do Rio de Janeiro, e é daqueles que tiveram um destino indesejável em um país desigual.

O outro já teve quase tudo. Quase. Amou e abandonou na mesma proporção. Mas ficou um desejo não cumprido até então: conhecer a Patagônia.

Os dois, perdidos e sozinhos numa dimensão que nem a memória dá conta.

Que amizade dali nascerá?

O que é a verdade para aqueles dois personagens?

Romance do mesmo autor de “Satie manda lembranças”!

 

RESENHA:

A história do livro é delineada com dois personagens conversando, algumas vezes se amando, outras se odiando, mas entre o infrator que mora no morro e o velho cego, acaba existindo uma cumplicidade importante onde um quer saber o que aconteceu na vida do outro e incentiva, ou critica, ou sofre com o relato. Deveriam estar juntos por dois meses, período onde Joelson deveria cumprir a pena de acompanhar o asilar cego e amargo depois de tantas perdas na vida. Esses encontros vão continuar porque o rapaz gosta da companhia do velho e quer ouvir mais da sua história de vida.

Através desse diálogo entre os dois, ambos relatando suas vidas, vamos conhecendo muitos personagens que transitaram na vida de ambos e que começam a fazer parte da história do livro.

João sabe nos conduzir naquilo que ele quer mostrar e a leitura se torna prazerosa e muito interessante. Juro que não dá vontade de parar de ler.

O livro é lindo, bem acabado, a diagramação e a disposição do texto nas páginas perfeita. Traz na primeira orelha um texto do mestre André Vianco.

Eu aconselho a todos conhecerem essa obra e se surpreenderem com o final fantástico do livro.

 

O AUTOR:

João Luiz Peçanha Couto é de Niterói, RJ, mora em Juiz de Fora – MG, casado, pai de quatro filhos. Dirige a escola de Narradores, é professor de Literatura e membro da Liga de Escritores, Ilustradores e autores de Juiz de Fora – LEIAJF.

Ele mesmo diz sobre ele no seu Blog:

Nasci em Niterói (RJ) num maio chuvoso de 1963. Na verdade, não sei se estava de fato chuvoso, mas fica bem começar uma biografia desse forma. Só sei que sempre gostei de escrever: contos, poemas, peças, romances, bilhetes, cartas, emails, insultos, elogios, verdades e sobretudo mentiras. Me formei como leitor graças a livros de ficção científica, policiais, de terror e a alguns clássicos. Por causa disso, escrevo sci-fi e distopias. Apesar de adorar minha cidade natal, moro em Juiz de Fora (MG) com minha família e adoro ir a eventos literários, em especial àqueles em que posso conversar sobre literatura, livros, ler, escrever etc.

Além de Patagônia Babilônia e Os cadernos de Matumaini: Salila, também escrevi uma peça premiada (O pacote), um romance infanto-juvenil (As cartas secretas) e dois livros de contos (Cantata para dezesseis vozes e orquestra e Satie manda lembranças). Tenho contos publicados em diversas antologias, dentre elas a Antologia sombria e Dezamores.

Sou doutor em Literatura Comparada, professor e revisor.

 

SITE DO AUTOR:

https://joaopecanha.com/

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Artur Laizo Escritor

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