ACIDENTES ACONTECEM – Pão de Canela e Prosa
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ACIDENTES ACONTECEM

Outro dia, aconteceu um acidente horrível na BR 0-40 envolvendo carros e caminhões em uma pista muito difícil, a Serra de Petrópolis. Esse trecho da BR, tanto indo quanto voltando do Rio de Janeiro, todo mundo diz ser muito perigoso. Mas os motoristas que passam por ali, realmente se lembram que é um trecho que inspira mais cuidado? Principalmente, em dias de chuva como sempre vivenciamos no final do ano.
Asfalto molhado é perigoso. Chuva intensa na pista é recomendado parar e esperar. Quem faz isso?
Eu, desde 1980, quando vim estudar e morar em Juiz de Fora, vou a Conselheiro Lafaiete todo mês visitar parentes. Durante dez anos desse tempo, estendi uma vez por semana até Belo Horizonte onde fiz mestrado e doutorado em Cirurgia geral na UFMG. A BR 0-40 é minha conhecida e eu vi nesse tempo todo – quarenta e três anos -, estragos e reformas importantes. Vi também acidentes terríveis, alguns com total impossibilidade de sobrevivência. Esses acidentes triplicam em épocas de chuvas. E as pessoas correm. Correm porque gostam de correr e gostam de se arriscar e pôr em risco a vida de outras pessoas. Por que correr tanto? Mesmo no centro da cidade, alguns motoristas se sentem os donos da rua e correm. Correm para quê?
Não vejo muita explicação para essa loucura que se faz nas estradas. Eu sofri um acidente na BR 0-40 há treze anos, porque chovia. A minha sorte foi estar a 40 km por hora. Meu carro aquaplanou e foi parar de lado no outro lado da pista. Quebrou a roda dianteira e mais nada. Se eu estivesse correndo um pouco mais, não estaria aqui para contar isso.
Mas por que os acidentes acontecem? Falta prevenção. Falta manutenção dos carros. Falta atenção dos motoristas, mas principalmente, falta pensar que pode acontecer um acidente.
São muitas mortes e lesões gravíssimas…
No sábado antes do Natal, eu fui à Lafaiete para minha visita familiar de fim de ano e quando peguei o Acesso Norte, chovia tanto que não se via um metro à frente do veículo. A rua encheu de água e eu dirigi um bom pedaço dentro de uma correnteza com vinte centímetros ou mais de altura de enxurrada. Eu estava a dez quilômetros por hora, mas em um trecho que não tinha muito como sair dali. Se a água aumentasse o volume, meu carro e eu estaríamos no meio do Rio Paraibuna… Aperto, medo, insegurança? Pedi a Deus proteção e continuei lentamente, mas seguro, até um ponto sem água na pista e logo depois, parei no posto de gasolina para esperar a chuva passar.
Passou! Fui e voltei bem.
Espero que com esse relato, as pessoas comecem a pensar que os acidentes podem acontecer e o que precisamos fazer é prevenção.
O mundo está mudado, o clima está mudando, enfim, estamos sofrendo as alterações que nós mesmos estamos contribuindo para que ocorram – mas isso é outro assunto – e os acidentes estão mais passíveis de ocorrer.
Cuidado com as chuvas! Dirigir é uma delícia desde que você vá e volte para sua casa e para seus entes queridos.
Programe-se quando for pegar a estrada, não vire uma estatística letal.

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Artur Laizo Escritor

Artur Laizo nasceu em 1960, em Conselheiro Lafaiete – MG, vive em Juiz de Fora há quatro décadas, onde também é médico cirurgião e professor. É membro da Academia Juiz-forana de Letras e da Academia de Ciências e Letras de Conselheiro Lafaiete, Sociedade Brasileira de Poetas Aldravistas e presidente da Liga de Escritores, Ilustradores e Autores de Juiz de Fora - LEIAJF.

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