Artur Laizo Escritor – Página: 2 – Pão de Canela e Prosa
Pão de Canela e Prosa

Autor - Artur Laizo Escritor

A VAGAR

Na escuridão do meu caminho torto, Levo os dias empurrando minha alma, Por certo até, eu já esteja morto, Sigo arrastando correntes, com calma… Nessa escuridão desse fétido horto, Talvez algum dia, com alguma palma, Tenha alcançado algum simples conforto, Mas, hoje, caminho só, sem vivalma… Matei minha vida quando perdi...

DANÇAR

EU assisti um programa sobre dança no sábado passado. Adoro dança, adoro dançar e acho fantástico mexer o corpo no ritmo da música. Acho que foi a única forma que eu tive onde consegui manter algum ritmo. Eu acho que a dança é a forma mais sublime de encontro da alma com o corpo. Eu adoro ir para um salão de baile com ou sem muita gente...

GUERRA

Na estação, o bravo soldado se despede, Da família que parte para se salvar E aos céus, com coração destruído ele pede Que possa ver as filhas, e a esposa beijar. Desesperada a mãe, tenta sorrir, despede Do seu herói, que fica e não pode chorar. Trem sai e leva vidas, enquanto, na sede Da guerra, o som das sirenes volta a...

CARNAVAL 2022

É Carnaval! O batuque que se ouve, São apenas bombas da guerra. Nas ruas, Ao contrário de antigamente, Reina o silêncio E um trânsito leve, Fácil de se seguir. É Carnaval! O clarim foi substituído Pelas sirenes da guerra! Nas ruas, Ainda há muita gente Dormindo na calçada Desemprego, doença, fome… Difícil resolver? É...

CARNAVAL 2022

“Quanto riso, oh, Quanta alegria, Mais de mil palhaços no salão…” Eu adoro Carnaval. Sempre gostei muito daquele Carnaval de clubes, onde, fantasiados, dançávamos a noite toda. E o Carnaval de rua, igualmente ótimo. Gosto de Carnaval e isso se deve à minha mãe que também adorava e, provavelmente, vinha de seu pai –...

A PORTA

Quando a porta bateu e tu por ela passaste, Saíram contigo meus sonhos, pesadelos, Saíram contigo as esperanças, atropelos Saíram contigo quando ela atravessaste. Aquela porta, que ao sair tu me fechaste, Trancou meu coração, quebrou meus cotovelos, E teus atos mordazes que eu não posso vê-los, Machucam muito, pela porta que cerraste. E...