ESTRESSE – Pão de Canela e Prosa
Pão de Canela e Prosa

ESTRESSE

Cheguei em uma clinica de cardiologia para fazer um teste ergométrico de rotina. Mandaram-me preencher uma ficha e uma das perguntas era: Tem estresse? Não sei! Sou médico! Sou professor! Tenho uma vida de correria intensa e gosto disso. Gosto de atividades e consigo, caso pare em casa sem fazer nada, me sentir entediado. A mente não para. O espírito é inquieto e eu estou sempre buscando alguma coisa pra fazer, talvez por isso eu seja escritor.
O mundo atual está estressado e é estressante. Vivemos em uma corrida alucinante quer seja na busca de melhor salário, melhor emprego – às vezes, de emprego -, melhor condição de saúde, melhor condução, tudo enfim que possa nos ajudar a ter uma qualidade de vida melhor.
E o que é melhor? Melhor salário? Muitas vezes a sobrecarga de plantões na área d saúde, aumento de horas extras em algumas empresas, ou trabalhos assalariados podem trazer sérias consequências para o trabalhador e para o próprio trabalho. Ganha-se mais quando se trabalha mais e acaba-se extraindo outros pontos importantes como are mesmo a própria família e amigos.
Às vezes também, essa busca leva a ter problemas de saúde que o indivíduo só vai perceber quando gravemente enfermo.
E na nossa vida atual, precisamos nos deslocar de casa para o local ou os locais
de trabalho. Precisamos do carro. Precisamos do taxi. Precisamos do Uber. Precisamos do transporte público. O carro é caro, muitos não têm. Ainda estraga e gasta combustível. O taxi é o uber nos servem, quando podemos pagar. O transporte público nem sempre está bem cuidado e confortável para essa açaí a que se presta e, muitas vezes para, tem greve de transporte público, exatamente porque alho está muito errado. Em tos esses casos, que utiliza esses meios de transporte se estressam.
E a condição de saúde e bem-estar? Precisamos ter saúde para trabalhar, para nós deslocar para o trabalho, para fazer mil coisas que nos deixam doentes a cada dia e ainda precisamos pensar na saúde e no bem-estar da família. Pois é! Ainda tem a família. A família nos preocupa. A família… amamos nossa família e não saberíamos viver sem ela. Porque amamos nossa família queremos e lutamos para lhe dar o melhor. Essa preocupação aumenta a necessidade de trabalhar mais, de nos locomover mais, de nos desdobrar mais. A família nos estressa.
Enfim, o dia nos estressa! O despertador de manhã nos tira de um sonho legal, de um sono necessário. O café da manhã, momento de prazer, pode ser correria ou não existir. O ponto no trabalho: não pode atrasar – nem adiantar. Almoçar? Só quando for possível! Há dias que a fome nos lembra às 16:00 que não ingerimos nada depois daquele café preto e puro que introduzimos no corpo ao acordar cedo. Enfim, hora de ir pra casa. Condução? Será que tem? Em casa, problemas familiares…
O estresse está presente na vida! Não há como fugir de todo o estresse que o mundo moderno nos impõe. O que fazer? Manuel Bandeira sugeriria “tocar um tango argentino”. Se não souber tocar, dance! Se não souber dançar, cante! Se não souber cantar, sorria, e leve a vida com mais calma e alegria porque esse estresse todo mata e não vale a pena!
Voltando à pergunta da atendente da clínica: “Será que sou estressado?”

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Artur Laizo Escritor

Artur Laizo nasceu em 1960, em Conselheiro Lafaiete – MG, vive em Juiz de Fora há quatro décadas, onde também é médico cirurgião e professor. É membro da Academia Juiz-forana de Letras e da Academia de Ciências e Letras de Conselheiro Lafaiete, Sociedade Brasileira de Poetas Aldravistas e presidente da Liga de Escritores, Ilustradores e Autores de Juiz de Fora - LEIAJF.

2 comentáriosDeixe um comentário

  • Uma realidade que infelizmente dominou o mundo, com isso cem a depressão e os agravantes, creio que o melhor para o ser humano é se manter ativo, como dissestes o tédio destrói e mata. A mente vazia fica fraca, a pessoa vira um tolo. Na minha opinião temos que correr atrás sem se matar e sim para ter foco e objetivo, e o futuro vai nos recompensar!

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