EU VOU PARAR DE USAR MÁSCARAS – Pão de Canela e Prosa
Pão de Canela e Prosa

EU VOU PARAR DE USAR MÁSCARAS

Eu quero tirar a máscara!
Eu quero parar de usar essa máscara que cobre o meu sorriso há quase dois anos. Quero sair de cara limpa e enfrentar a chuva e o sol na pele nua.
Desde que começou a pandemia no país estamos usando mascaras de pano para andar nas ruas, para entrar nos estabelecimentos comerciais, enfim para tudo.
Há lojas de roupas que criaram máscaras para combinar com camisas, blusas, meias e até cuecas e roupas íntimas. Uma infinidade de máscaras xadrezes, coloridas, com símbolos importantes e com frases de protestos. Há mascaras com pinturas e estampas, há máscaras com faces de animais ou de monstros. Enfim, a máscara também criou a sua indústria. As máscaras hospitalares, mais fechadas ou não, foram vendidas em farmácias, padarias, açougues e camelôs.
Eu quero parar de usar máscara!
Aí, fico pensando no volume de pessoas nas ruas, nas academias de ginástica, nas escolas que ainda insistem em tirar a máscara. Tem gente que se acha “lindimais” e pensa que a máscara atrapalha. Essa gente não tem espelho em casa e não percebe que a máscara ajuda bastante. Enfim, muita gente ainda abusando da sorte e, se não adquirirem a doença, vai levar para casa e matar entes queridos. Mas, a cada um sua sentença e opinião. Grande problema é que grande parte dos “opinadores” não tem o mínimo conhecimento necessário para ter opinião. Há velhos andando atoa pelas ruas sem máscara. Há uma gama de pessoas que pensam que porque tiveram a doença, ou porque receberam vacina, uma ou duas doses, se tornaram super humanos e “cemporcentamente” imunizados. Bobagem! Estamos todos ainda passiveis de adquirir a doença em grau variado de gravidade e, pior, transmiti-la. Não adianta muito malhar em ferro frio, não adianta tentar incutir a luz na mente de quem não abre janelas.
Eu trabalho no hospital. Eu tenho consultório. Eu faço plantão no CTI. Eu convivo com doentes e tenho todas as possibilidade de ser um transmissor de Covid apesar de já ter tido a doença, ja ter sido imunizado com três doses de vacinas. Eu tenho medo! Tenho medo de levar para você que insiste em não usar a máscara, álcool gel e distanciamento social e convive comigo. Eu tenho medo de ser o culpado da morte da vovozinha que está em casa rezando e eu nunca a vi. Por isso eu me cuido. Por isso continuo usando máscaras.
Eu quero parar de usar máscaras!.
Eu vou parar de usar máscaras!
Vou sim! Quando puder, quando tivermos uma porcentagem de imunização na população brasileira que me permitirá deixar de usar máscara. Por enquanto, usem máscara!
Cuidado com aqueles que vocês amam!

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Artur Laizo Escritor

Artur Laizo nasceu em 1960, em Conselheiro Lafaiete – MG, vive em Juiz de Fora há quase quatro décadas, onde também é médico cirurgião e professor. É membro da Academia Juiz-forana de Letras e da Academia de Ciências e Letras de Conselheiro Lafaiete e presidente da Liga de Escritores, Ilustradores e Autores de Juiz de Fora - LEIAJF.

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