NADA É ETERNO – Pão de Canela e Prosa
Pão de Canela e Prosa

NADA É ETERNO

Não sei como será
Meu ocaso.
Quando eu mergulhar
Na escuridão da noite
Na escuridão da vida…
Não sei como será
Meu fim!
Quando eu chegar
Na impossibilidade de viver
Na impossibilidade de fazer
Não sei viver
Com a incompetência…
Quando minha energia faltar
E eu não puder fazer
E eu não puder falar
Não sei como será
Quando eu não puder pensar…
Quando meus olhos
Não puderem mais ver,
Não puderem mais distinguir
Não sei como será
Viver na escuridão.
Quando o coração
Começar a falhar
Começar a desistir
Não sei como farei
Para amar tanto quanto hoje…
O caminho é sem volta
A estrada não acaba
Mas você será jogado
Inerte
No acostamento
Na ribanceira
No precipício
Em direção
Ao seu inferno
Ao seu maior medo
Ao seu nada.
Eu vou deixar de existir um dia
Eu vou existir pra sempre
Eu vou existir algum momento
Mas nada dura para sempre
Nada é eterno
Nem eu!

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Artur Laizo Escritor

Artur Laizo nasceu em 1960, em Conselheiro Lafaiete – MG, vive em Juiz de Fora há quatro décadas, onde também é médico cirurgião e professor. É membro da Academia Juiz-forana de Letras e da Academia de Ciências e Letras de Conselheiro Lafaiete, Sociedade Brasileira de Poetas Aldravistas e presidente da Liga de Escritores, Ilustradores e Autores de Juiz de Fora - LEIAJF.

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