NOÉ – O FILME = RESENHA – Pão de Canela e Prosa
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NOÉ – O FILME = RESENHA

Acabei de assistir “NOÉ” – doidera total!
Claro que eu chorei, né. Sempre choro com finais felizes e tristes ou simplesmente finais.
Muita loucura se pensar que, naquela época, com um mundo povoado por “selvagens”, Deus escolhesse um homem, para levar em uma arca sua família e animais para “dar cabo” disso tudo porque Ele estava desagradado com os pecados da humanidade. Com a outra versão de “pecados da humanidade”, Noé construiu a arca para salvar um casal de cada bicho – a dúvida é se ele salvou também um casal de pernilongos -, para preservar a vida na terra. No filme, a ideia é outra: ele constrói a arca para salvar animais, mas ao mesmo tempo quer acabar com a raça humana que é a “peste” do planeta. Deus “exige” dele que acabe com a possibilidade da existência do ser humano pecador e impuro na face da terra.

Noé vive com a esposa Naameh e os filhos Sem, Cam e Jafé em um mundo devastado pelo pecado, onde os homens perseguem e matam uns aos outros. Um dia, Noé recebe uma missão divina do Criador: construir uma imensa arca, que abrigará os animais durante um dilúvio que acabará com a vida na Terra, de forma que a visão do Criador possa ser, enfim, resgatada.
Data de lançamento: 3 de abril de 2014 (Brasil)
Direção: Darren Aronofsky
Roteiro: Darren Aronofsky, Ari Handel

Elenco de Noé, um filme de Darren Aronofsky com:
Russell Crowe
Jennifer Connelly
Douglas Booth
Logan Lerman
Emma Watson
Anthony Hopkins
Ray Winstone

Opinião: Filme muito bem feito, fotografia e imagens ótimas. Mostra exatamente a loucura da religião no “Velho testamento” onde Deus está sempre cobrando de quem fez bem ou fez mal
O pecado é o que move o mundo. Exatamente! As pessoas vivem em um estado “sem pecado”, mas são os “pecadores” que dão energia para a engrenagem do mundo continuar rodando.
Noé faz uma arca e coloca lá dentro um monte de bichos e a sua família para quê? Para repovoar o mundo. Na história que me contaram – novamente minha mãe – quando eu era criança, Noé queria preservar a sua família porque Deus lhe pediu porque ele era um homem bom, íntegro e escolhido para, com sua família, repovoar o mundo. No filme, ele foi escolhido, mas nem era tão bom e queria exterminar a própria família para acabar com a raça humana na terra.

Religião a parte, o filme mostra que o radicalismo sempre faz mal. O radicalismo em todas as áreas é devastador. Radicalismo político, sentimental, social e, principalmente – o mundo já mostrou isso -, religioso, acaba com muitas vidas.
Noé ao fechar a arca com sua família e seus “bichinhos”, afogou a humanidade que, naquela época (?), era muito grande.
Interessante é que, afogou a humanidade e, com sua família repovoou o mundo. Somos todos descendentes de Abel. Caim – no filme – teve os descendentes afogados.

O filme é de 1914, mas é ótimo! Os atores são ótimos e vale a pena ver ou ser revisto.

         

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Artur Laizo Escritor

Artur Laizo nasceu em 1960, em Conselheiro Lafaiete – MG, vive em Juiz de Fora há quatro décadas, onde também é médico cirurgião e professor. É membro da Academia Juiz-forana de Letras e da Academia de Ciências e Letras de Conselheiro Lafaiete, Sociedade Brasileira de Poetas Aldravistas e presidente da Liga de Escritores, Ilustradores e Autores de Juiz de Fora - LEIAJF.

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