CAFÉ E SOLIDÃO – Pão de Canela e Prosa
Pão de Canela e Prosa

CAFÉ E SOLIDÃO

Garçom,
Dá-me um café puro,
Forte como o vento,
Quente como o verão,
Que me acorde de vez!
Garçom,
Dá-me rápido esse café,
Meus olhos se fecham,
Meu sono me paralisa,
Minha vida me incomoda!
Garçom,
Traga-me também,
Pão com manteiga,
Mortadela da roça,
Um amor puro e renovado.
Garçom,
Talvez o café não me acorde,
Talvez o pão não sacie,
Talvez a vida me sufoque.
A solidão não me deixa dormir.
Garçom,
Essa manhã está triste,
O sono está forte,
Não sei se resistirei.
Onde estará quem me deixa insone?
Garçom,
Traga-me um café da manhã
Que consiga aplacar a ausência
Desse amor que não me deixa dormir.
Talvez o café silencie o coração…
Garçom,
Agradeço a paciência
De ouvir meus lamentos,
Mas somente o café pode aplacar
A dor desta solidão.

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Artur Laizo Escritor

Artur Laizo nasceu em 1960, em Conselheiro Lafaiete – MG, vive em Juiz de Fora há quatro décadas, onde também é médico cirurgião e professor. É membro da Academia Juiz-forana de Letras e da Academia de Ciências e Letras de Conselheiro Lafaiete, Sociedade Brasileira de Poetas Aldravistas e presidente da Liga de Escritores, Ilustradores e Autores de Juiz de Fora - LEIAJF.

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