EM PAZ – Pão de Canela e Prosa
Pão de Canela e Prosa

EM PAZ

Sozinho na mesa do bar
O chope gelado na frente dos olhos baços
Na televisão um jogo qualquer
E na mente um pensamento sujo qualquer.
Na mesa do bar
Sozinho
Perdido
Pensando na vida
Pensando na morte
Pensando em tudo
Pensando que nada foi bom
Pensando que nada valeu a pena
Pensando
Pensando
Pensando
Só!
Sozinho na mesa fria do bar
Na noite fria de inverno
Sem ninguém pra conversar
Para ver
Para amar
Sozinho no mesa do bar
Só acompanhado pelo chope gelado
Que lembra a vida gelada
Lembra o coração gelado
A alma gelada
O dia gelado
A noite que será muito mais fria e solitária
O chope gelado na mesa do bar
À frente do homem sozinho
Que não sabe o que fazer
Não sabe o que dizer
Não tem a quem dizer
Não pode fazer nada!
O homem sozinho
Na frente do único chope
Esperando o solitário garçom
Que só tem um disco na vitrola
Lembra ao homem sozinho
Que a vida é única
E solitária
Só uma
E ele está vivendo
Porque está sozinho
Na mesa do bar
Bebendo com prazer
Um copo de chope gelado
Sem se importar
Que o resto do mundo
Esteja procurando alguém
Procurando o que fazer
Procurando confusão
Ele está sozinho
Na mesa do bar
Na noite fria
Com um único chope
Gelado
Feliz de estar ali
Ouvindo uma música ótima
Mesmo que seja a mesma
Sua alma está em paz!

                  

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Artur Laizo Escritor

Artur Laizo nasceu em 1960, em Conselheiro Lafaiete – MG, vive em Juiz de Fora há quatro décadas, onde também é médico cirurgião e professor. É membro da Academia Juiz-forana de Letras e da Academia de Ciências e Letras de Conselheiro Lafaiete, Sociedade Brasileira de Poetas Aldravistas e presidente da Liga de Escritores, Ilustradores e Autores de Juiz de Fora - LEIAJF.

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