GUERRA – Pão de Canela e Prosa
Pão de Canela e Prosa

GUERRA

Na estação, o bravo soldado se despede,
Da família que parte para se salvar
E aos céus, com coração destruído ele pede
Que possa ver as filhas, e a esposa beijar.

Desesperada a mãe, tenta sorrir, despede
Do seu herói, que fica e não pode chorar.
Trem sai e leva vidas, enquanto, na sede
Da guerra, o som das sirenes volta a tocar…

Verá sua família outra vez, bravo guerreiro?
Suas filhas, esposa, confiam no obreiro
Que com armas na mão, fuligem no nariz,

Lutará em campo aberto, entregando sua vida,
Sofrendo, apertando no peito a ferida,
Que o levará a morte, esperando ser feliz.

               

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Artur Laizo Escritor

Artur Laizo nasceu em 1960, em Conselheiro Lafaiete – MG, vive em Juiz de Fora há quatro décadas, onde também é médico cirurgião e professor. É membro da Academia Juiz-forana de Letras e da Academia de Ciências e Letras de Conselheiro Lafaiete, Sociedade Brasileira de Poetas Aldravistas e presidente da Liga de Escritores, Ilustradores e Autores de Juiz de Fora - LEIAJF.

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