VÍCIO – Pão de Canela e Prosa
Pão de Canela e Prosa

VÍCIO

Fui tomar um café e pensei: “Isso também é vício!”
“E daí?” – Rebati imediatamente porque há vicios que temos que ter para viver. Há vícios que criam em nós certa rotina e até mesmo direciona nossas vidas.
Não me censuro por ter certos vícios que me fazem bem. Tomar café é sem dúvida um vício e um enorme prazer.
Mas há vícios perigosos e bastante complicados como o vício em drogas – incluo aí o álcool e o tabaco. Já vi alcoolatras e drogados que destruíram suas vidas e suas famílias. Já vi desgraças importantes e muito grandes por vícios devastadores
Há vícios em certos hábitos que também podem não ser saudáveis e causar sérios danos psicológicos e até mesmo morais.
Há pessoas que são viciadas em televisão, em música, em filmes e teatros e, por isso mesmo, são pessoas especiais. Há pessoas que são viciadas em cuidar da vida alheia e pessoas que são viciadas em ditar normas e regras como “donas da verdade”.
Há quem seja viciada em achar defeito em tudo. Há aqueles que são viciados em dar conselhos. Há até quem é viciado em se achar melhor que o “resto dos mortais”.
Há quem seja viciado em celular, jogos eletrônicos, rede social, WhatsApp, Facebook, enfim, ligados o tempo todo.
Há pessoas que são viciadas em sexo, outras em pornografia. Há quem é viciado em namorar. Há quem seja viciada em casar e por conseguinte divorciar.
Sempre haverá um vício e sempre haverá um viciado. As pessoas precisam tomar cuidado com o prejuízo que esse vício causa a si mesmas e aos outros a seus redores.
A sorte é quem tem vícios saudáveis que podem ajudar a viver bem.
Eu adoro café e, antes de ser um vício, é uma grande alegria fazer um café, tomar um café, reunir amigos e pessoas que gostamos muito para tomar um café.
Café pequeno, grande expresso, coado, simples, acompanhado, com açúcar, com adoçante – eu prefiro sem nada -, café americano, café simplesmente.
Gosto muito de tomar café.
Vamos tomar um café qualquer dia?

         

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Artur Laizo Escritor

Artur Laizo nasceu em 1960, em Conselheiro Lafaiete – MG, vive em Juiz de Fora há quatro décadas, onde também é médico cirurgião e professor. É membro da Academia Juiz-forana de Letras e da Academia de Ciências e Letras de Conselheiro Lafaiete, Sociedade Brasileira de Poetas Aldravistas e presidente da Liga de Escritores, Ilustradores e Autores de Juiz de Fora - LEIAJF.

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